quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Entrevista | We're family # 2

Para esta segunda entrevista da "We're family" convidei a Filipa Cortez Faria. Já não é a primeira vez que a Filipa me responde a algumas questões e mais uma vez aceitou fazê-lo.
Na primeira entrevista (podem ver aqui e aqui), falou-nos de si, do seu blogue "My Happy Kids", hoje fala-nos do seu papel enquanto Mãe de duas crianças, o Salvador Maria (5 anos) e a Maria do Carmo, a Carminho (3 anos).



1. Foram duas gravidezes parecidas, ou completamente diferentes?

No geral foram muito semelhantes: enjoos desde muito cedo até aos 3-4 meses de
gravidez e senti-me no geral lindamente, a partir do momento em que os enjoos
pararam.

2. Quando e como explicou ao Salvador que iria ter uma irmã?

O Salvador só tinha 21 meses quando a Carminho nasceu e, por isso, ainda não tinha
mínima noção do que se estava a passar. A partir do momento em que a gravidez se começou a notar, dizia que a mamã tinha um bebé na barriga, que era uma menina e
que se ia chamar Carminho. Aos poucos o Salvador começou a interessar-se por ela e a
fazer perguntas.

3. Ao longo dos 9 meses foi preparando-o para a vinda de mais um membro na família? Como?

A preparação quase não existiu, foi tudo muito simples e autêntico. O Salvador ouvia
as minhas conversas acerca das coisas que precisava de comprar (roupas e acessórios)
e das alterações em casa. O quarto que era do Salvador até então ia ser o da Carminho
e o Salvador ia passar para um quarto maior. Esta foi talvez a maior mudança e a que o
Salvador mais sentiu nos primeiros tempos.

4. Como foi o dia do nascimento? Como reagiu o seu filho?

Tinha algumas dúvidas de como o Salvador iria reagir ao ver a mãe numa cama de
hospital, ligada ao soro, sem se poder levantar e com um bebé nos braços. Mas correu
lindamente. Lembro-me como se fosse hoje do momento em que o Salvador entrou
no quarto e do seu ar meio desinteressado. Fartou-se de brincar no quarto mas nunca
nos prestou muita atenção. Achou graça ir visitar a mãe e a irmã e até recebeu um
presente da Carminho. Eu ainda fiquei mais 2 dias no hospital.

5. Deixava-o participar em alguma tarefa relacionada com a irmã?

Sim, especialmente a parte de preparar as coisas para o banho e também ajudava a
vestir. Nas primeiras semanas notou-se alguns ciúmes e por vezes o Salvador passava
no berço e dava um encontrão ou apertava a mão ou o pé da Carminho quando ela
estava ao meu colo ou no colo do P. Aqui foi fundamental não o pôr de parte e em vez
disso deixá-lo participar ainda mais nas rotinas da Carminho.

6. Em que altura arranjava tempo para dedicar em exclusivo ao filho mais velho?

Em vários momentos ao longo do dia, sempre tentei não deixar o Salvador de parte.

7. Momento mais complicado, mais difícil de gerir (durante gravidez, ou depois do
nascimento)

O mais difícil foi há cerca de um ano/ano e meio, quando a Carminho passou a precisar
de mais atenção à hora de deitar e o Salvador não dispensava a minha presença. Não
foi fácil e este processo só se resolveu há bem pouco tempo.

8. Como é hoje em dia o relacionamento entre os dois irmãos?

Eles adoram-se, mas embirram imenso um com o outro. Um deles está sempre a
provocar o outro, mas quando um fica de castigo o outro vai logo em salvação. São
super cúmplices, muito provavelmente por causa da diferença muito pequena de
idade.

9. Alguma dica para Mães de segunda viagem, não só relativamente à gravidez, como
também à preparação do primeiro filho?

Nada muito em particular, mas essencialmente o facto do tempo passar ainda mais
a correr, por isso aproveitem! Ainda durante a gravidez é normal que fiquemos
mais cansadas porque já não podemos pura e simplesmente sentarmo-nos no sofá
e esticar as pernas, existe outro filho que precisa de muita atenção. No pós-parto
é fundamental que o filho mais velho continue a sentir-se especial e perceba que
existem vantagens em ser o mais velho, como de vez em quando sair sozinho com os
pais, só porque é mais crescido e há programas que não são para bebés.

10. E o amor pelos filhos reparte-se ou multiplica-se?

Multiplica-se, sem dúvida!! Adoro os meus dois filhos, são os meus amores, os meus
bens mais preciosos. São “a melhor coisa do mundo”!


Obrigada Filipa!!!


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Parabéns CR7

Não sei muito bem desde quando me lembro do Cristiano Ronaldo, sei que já lá vão muitos anos.
Já tive diferentes opiniões acerca dele, que oscilavam mediante o que se ía lendo e determinadas posturas e comportamentos que ele ía tendo.
Confesso que nem sempre achei o melhor dele, achei-o arrogante, com a mania, mas também já o achei altruísta.
Enfim já o caracterizei de diversas formas, mas há já algum tempo que a minha opinião, aquilo que leio e vejo tem sido constante relativamente aquele que é o melhor jogador do mundo.



O melhor jogador do mundo é um excelente profissional, dos mais empenhado e focados que alguma vez se viu;
O melhor jogador do mundo tem um coração grande e ajuda mais do que vemos e sabemos;
O melhor jogador do mundo é um homem, que veio miúdo para o continente, e ainda que com 11 anos soube sempre o queria e fez por merecer;
O melhor jogador do mundo também se emociona;
O melhor jogador do mundo leva o seu filho quando recebe um prémio e não tem problema em demonstrar o seu carinho por ele;
O melhor jogador do mundo está à altura de muitas provocações e não responde, nem começa bate-boca, apenas continua a ser ele mesmo, mantendo o seu estilo...essa é a melhor resposta;
O melhor jogador do mundo fez-me ficar com as lágrimas no olhos ontem;
O melhor jogador do mundo é português e eu sinto um enorme orgulho.

Parabéns Cristiano Ronaldo!!!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Entrevista | We're family # 1

Tal como mencionei a semana passada, vou dar inicio a entrevistas, desta feita a Pais com mais que um filho.
Talvez por estar a aproximar-se uma fase igual para mim, por curiosidade, porque conheço outras pessoas que estão na mesma situação que eu, outros que em breve poderão ficar, enfim por todas as razões resolvi propor este pequeno desafio a alguns blogueres.

A Magda do Mum's the boss não hesitou um segundo e respondeu com todo o à vontade que a caracteriza às minhas questões.


Mãe de duas crianças (que por acaso conheço), a Carmen com quase 5 anos e o Gaspar que no próximo mês já completa 1 ano, fala-nos um pouco da sua experiência enquanto Mãe.


1.     Foram duas gravidezes parecidas, ou completamente diferentes?

Foram duas gravidezes muito diferentes. A primeira quase que não dei por ela, a segunda foi mais aborrecida – por causa do peso, do cansaço acumulado, dos enjoos. Confirmo aquilo que muita gente disse: a maior parte das vezes as gravidezes são mesmo diferentes.

2.     Quando e como explicaste à Carmen que iria ter um irmão?

Contámos logo que tivemos a confirmação que estava tudo bem. Ela foi a primeira a saber, tinha 3 anos e soube guardar segredo durante uma semana. Foi ela que contou aos avós e aos tios.
Dissemos-lhe de uma forma muito natural. Foi qualquer coisa como ‘A mamã e o papá decidiram ter mais um filho. E isso quer dizer que vais ter um irmão um bocadinho depois do Natal.’ Ela reagiu bem, ficou logo a saber que era um rapaz e disse que queria que se chamasse Pedro, como o ‘filho’/boneco dele. Nós explicamos que esse era o filho dela. O nosso bebé chamar-se-ia Gaspar.

3.     Ao longo dos 9 meses foste preparando-a para a vinda de mais um membro na família? Como?

Fomos mostrando o que é um bebé (parece óbvio mas pode não ser), recorrendo a fotografias dela quando era pequenina e trabalhando bem a nossa relação para que ficasse ainda mais forte. E ela chegou a vir connosco a uma ecografia mas como não conseguiu ver grande coisa, não ligou nenhuma. No final falava muito com a barriga, fazia festinhas e dava muitos abraços. Ah! E estava sempre a mexer na primeira ecografia onde se via muito bem o bebé.

4.     Como foi o dia do nascimento? Como reagiu a Carmen?

Eu estava muito tranquila porque não tinha pressa nenhuma. A Carmen sabia que o Gaspar iria nascer a qualquer momento – até porque tinhamos tido uma série de falsos alarmes antes. Quando soubemos que seria naquele dia, eu liguei e dei-lhe a notícia em primeira mão. Depois fiquei no hospital, o pai foi almoçar com ela e fizemos um facetime. Foi muito giro. Ah! E ela foi a primeira a ver o irmão ao vivo!

5.     Deixava-a participar em alguma tarefa relacionada com o irmão?

Deixo em quase todas – ou pelo menos assiste e dá uma mão. Ela gosta porque é muito maternal. Até tem aquele tom de voz fininho quando diz, por exemplo ‘ai o pezinho fofinho do mano’ e pega muitas vezes nele ao colo. Eles ficam todos tortos mas como sorriem tanto, aposto que sabe bem!

6.     Em que altura arranjavas tempo para dedicar em exclusivo à Carmen?

Sempre fizemos programas só as duas. Depois do Gaspar nascer, um mês exactamente depois fizemos uma saída de raparigas e fomos à Vendinha das Mães, almoçar fora e passear um bocadinho. Quero ter esse tempo para ela – agora continuo a fazer o dia do filho único e aproveito o momento em que a levo às actividades para estar. Estou presente e é mesmo uma delícia (ok, tem dias em que não é assim!)

7.     Momento mais complicado, mais difícil de gerir (durante gravidez, ou depois do nascimento).

 Os dois meses finais em que tive de ficar de repouso absoluto. Não podia nem conseguia dar banho à Carmen, ou estar com ela a fazer brincadeiras físicas. Mas aproveita para estar deitada com ela a ver desenhos animados, a ler histórias, a estar no miminho. A bem da verdade, soube-me bem estar de repouso.

8.     Como é hoje em dia o relacionamento entre os dois irmãos?

É uma delícia vê-los. Sabes, um filho é muito bom. Com a chegada do segundo sentes que há uma transformação. Eu senti ‘agora sim, somos uma família’. Há qualquer coisa de mágico e de diferente quando há um segundo filho. 

9.     E o amor pelos filhos reparte-se ou multiplica-se?

Multiplica-se. Amo os dois. De formas diferentes porque são diferentes. Tenho afinidades com um numas coisas e outras afinidades com outro, noutras coisas. Na verdade, nao escondo aos meus filhos que eles são diferentes e que têm naturezas diferentes. Mostro, com toda a sinceridade que há coisas que aprecio num e no outro, sem ser acusatória ou dizer ‘podias ser como a tua irmã/irmão’. Ao não esconder, estou a ser natural e estou a ajudá-los a lidarem com essas diferenças e a, de futuro, saberem respeitar as diferenças de opinião porque é quando sentimos que somos aceites que nos sentimos verdadeiramente amados.

10. Alguma dica para Mães de segunda viagem, não só relativamente à gravidez, como também à preparação do primeiro filho?

Falar sempre a verdade e contextualizar: que vem um irmão, que não vão brincar logo os dois porque o outro é bebé e remeter o irmão ao seu papel de irmão mais velho e de filho: ele não é responsável pelo mais novo, ele é uma criança e deve continuar a ter esse papel.
Se puderem, fiquem com o mais velho em casa, evitando enviá-lo para casa dos avós. É uma questão de respeito mas também reforça o sentimento de pertença da criança à família que acaba de se constituir. Ao ser mandado para casa dos avós é bem possível que se sinta excluído, mesmo que não seja essa a intenção e mesmo que isso lhe seja explicado.

Obrigada Magda!!!


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estes dias assim...




Estes dias assim, que amanhecem solarengos, que nos aquecem a alma, que nos deixam mais bem dispostos, só me dão vontade de ir buscar a minha filha ao colégio e passear com ela, num parque, à beira mar, num jardim.
Estes dias assim deixam-me feliz, não sei bem porquê, mas deixam.
Estes dias assim dão-me vontade de não estar enfiada no escritório, de almoçar numa esplanada, de sentir o sol "bater" nas costas.
Estes dias assim deixam cheirinho a Verão e recordo quando às  nove da noite ainda passeamos sem frio e com luz.
Estes dias assim dão-me aquele sinal de que a Primavera não tarda aí e de que em breve largamos as botas, calçamos sabrinas e apenas usamos um casaco de malha para as manhãs ou noites mais frias.
Estes dias assim deveriam ser mais que muitos, para ouvir a MF todos os dias a ir à janela e a dizer "tá shol Mamã"...


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

As primeiras do ano 2014

Na próxima semana vou publicar as primeiras entrevistas TiaCocas do ano 2014. No meu novo estado de graça resolvi convidar alguns Pais já com 2 filhos a responderem a algumas questões/dúvidas que penso que a maioria de nós, Mães de 2ª viagem, poderão ter.
Mas não é só para quem em breve vai ter o 2º filho, é também para quem pensa em ter  outro, para quem tem dúvidas se deve ou não ter e para quem não pensa nisso, pode ser que mude de ideias... as respostas que fui obtendo dos nossos entrevistados são realistas, mas nota-se que se sentem cada vez mais preenchidos e completos, ainda que com as contrariedades que podem e surgem com toda a certeza.
Estejam atentos na próxima semana, às entrevistas "We're family"